segunda-feira, 22 de junho de 2020

[1 A/B/D - Aula 5 - Arte Gótica]

...e lá vamos nós para mais um tópico da Arte, aqui, já estamos no fim da Era Medieval....

Tópico de pesquisa: ARTE NA ANTIGUIDADE 

A idade da fé durou cerca de mil anos, caracterizando uma nova ordem na linguagem cultural. Trazendo com protagonismo o imenso poder econômico, político e cultural da Igreja e seus fundamentos, marca a vida dos povos da Idade Média. Várias escolas, movimentos e estilos artísticos aconteceram neste longo período:  a Arte Bizantina, a Arte Românica e a Arte Gótica, são os principais.


ARTE GÓTICA 


A Catedral de Milão, na Itália, é um exemplo de arte gótica

A arte gótica foi uma expressão artística da Baixa Idade Média (século XII) que perdurou até o Renascimento.
Denominada de arte das catedrais, ela era realizada nas cidades. Foi uma reação ao estilo românico e pretendeu rivalizar com os mosteiros e basílicas que eram construídas no campo.
Isso porque nesse momento, as cidades começaram a crescer por conta da economia fundamentada no comércio.
Anteriormente, as vivências coletivas estavam concentradas no campo e os mosteiros consistiam nos locais de desenvolvimento intelectual e artístico.

Visão Interna da Abadia Real de Saint-Denis

O marco histórico desse movimento ocorreu nas imediações de Paris, quando a Abadia Real de Saint-Denis foi construída, entre os anos de 1137 e 1144.
Essa basílica é considerada a primeira edificação com características da arte gótica, como sua fachada com três portais que levam às três naves dentro da igreja.

Abadia Real de Saint-Denis

Posteriormente, a Arte Gótica irá se expandir para Inglaterra, Alemanha, Itália, Polônia e Península Ibérica.
Contudo, esta arte grandiosa somente foi possível após a solidificação das monarquias. Isso permitiu o desenvolvimento comercial e urbano, levando ao desenvolvimento das rotas comerciais e favorecendo, ainda mais, o crescimento das cidades.

Rosácea radiante da Catedral de Notre-Dame.

Os recursos para obras tão magníficas eram obtidos mediante a contribuições dos fiéis, principalmente daqueles que compunham a burguesia em ascensão.
Portanto, a Arte Gótica marca o triunfo das cidades, onde a Igreja percebe ter o apoio de uma grande parcela dos fiéis, para quem irá construir catedrais. Elas representavam símbolos do poder político da Igreja e econômico da burguesia.
Serão as catedrais a exaltarem a beleza do ideal divino, por meio de uma harmonia permeada pela religiosidade.

ORIGEM DO TERMO "GÓTICO"

Quando foi criado, esse estilo artístico não era intitulado "gótico". O termo foi criado posteriormente, quando o renascentista Giorgio Vassari se referiu de maneira pejorativa à esse tipo arte, no século XVI.
Ele traça um paralelo com os godos, povo bárbaro que invadiu e destruiu Roma, em 410. Dessa forma, ele expressa sua rejeição a esse gênero de arte.
Mais tarde o termo foi incorporado, perdeu o caráter aviltante e ficou relacionado à arquitetura dos arcos curvilíneos.

Catedral de São Nicolau, Famagusta

ARQUITETURA GÓTICA

A arquitetura gótica é o resultado dos avanços técnicos obtidos pelas corporações de construtores.
Eles conseguiram dominar a geometrização e suas relações matemáticas com um objetivo muito claro: a verticalidade, visto que buscavam um direcionamento para o céu.
A arquitetura foi a principal expressão da arte gótica e a ela estará atrelada à pintura e à escultura.
A desmaterialização das paredes, agora mais finas e leves, bem como a distribuição da luz no espaço, possibilitada por um número maior de vãos e janelas, permitiu um espaço mais livre e luminoso.



A luz mística e a grandiosidade constituem o veículo para comunhão com o divino.
O arco em ponta e a rosácea - também chamada de mandala - serão atributos continuamente presentes nesse estilo arquitetônico, o qual busca substituir o horizontalismo românico pela verticalidade gótica.

ELEMENTOS DA ARQUITETURA GÓTICA

Os principais elementos da arquitetura gótica são:
  • Arcos: arcos de volta quebrada ou os arcos de ogiva eram os mais empregados nas construções góticas. Frequentemente eram decorados com algumas esculturas.
  • Arcadas: representam uma sequência de arcos sustentados por colunas e geralmente eram encontrados nos claustros.
  • Abóbodas: as mais utilizadas no estilo gótico foram as abóbadas de cruzaria. São estruturas côncavas utilizadas nos tetos.
  • Arcobotante: estrutura em forma de meio arco, as quais eram utilizadas para conferir maior sustentação às altas construções góticas.
  • Florão: em forma de flor, esses elementos decorativos feitos em pedra eram colocados em locais altos do exterior das construções.
  • Vitrais: pedaços de vidros coloridos e com temas religiosos marcam o estilo gótico. Os vitrais foram muito usados como ornamentos no interior das catedrais góticas pois permitiam maior entrada de luz nas construções.
  • Rosácea: elemento decorativo circular e colorido preenchido com vitrais, o qual era utilizado nos portais de entradas das igrejas. Permitiam maior entrada de luz e recebe esse nome pois tem a forma de uma rosa.
  • Gárgulas: estrutura situada nas calhas dos telhados com o intuito de escoar água. Normalmente, eram adornadas com figuras animalescas e monstruosas. Há lendas de que essas criaturas eram guardiões das igrejas e durante a noite ganhavam vida.
Vista alta da Catedral de Notre-Dame

CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA GÓTICA

As principais características da arquitetura gótica são:
  • Temas religiosos
  • Arte monumental e suntuosa
  • Verticalidade das construções
  • Torres pontiagudas e esguias
  • Grande ornamentação
  • Paredes mais finas e leves
  • Maior número de janelas e portas
  • Grande iluminação interior
  • Planta arquitetônica com formato de cruz latina
CURIOSIDADE: Note que as construções góticas são muito altas e pontiagudas. Essa ideia de verticalidade está associada à proximidade com os céus, no caso, Deus e as divindades.

ESCULTURA GÓTICA

À esquerda, escultura de Giovanni Pisano (1305).
À direita, O Cavaleiro, autoria desconhecida, cerca de 1235,
na Catedral de Bamberg (Alemanha).
A escultura gótica também expressa o desejo de verticalidade. Contudo, esboça também o naturalismo capaz de atribuir movimento e vida às esculturas, as quais são, quase sempre, um complemento à arquitetura.

Também era comum a presença de esculturas de monstros ou figuras humanas nos telhados das igrejas góticas, a fim de escoar as águas pluviais. Essas representações são intituladas gárgulas.

As gárgulas eram esculturas colocadas nas construções góticas a fim de escoar as águas pluviais

PINTURA GÓTICA

A pintura gótica irá se delinear claramente em meados de 1350, quando terá lugar fora da arquitetura, à qual adornava murais, afrescos e vitrais.
De toda forma, ela buscou transmitir o mesmo naturalismo e simbolismo religioso da escultura e da arquitetura.

Afresco A lamentação (1306), pintado por Giotto di Bondone,
na Capela de Scrovegni, Pádua, Itália

Os vitrais, pedaços coloridos de vidro unidos por chumbo, tinham como objetivo emocionar o expectador e ensiná-lo sobre a religião católica.
De forma mais autônoma, a pintura irá se desenvolver nas iluminuras dos manuscritos, onde o volume irá se aproximar das formas escultóricas que adornam a catedral.
É muito comum, nessas pinturas, a substituição da luz por fundos dourados, bem como a figuração de personagens religiosos com pouco volume.
Podemos citar como grandes expoentes da pintura gótica o italiano Giotto di Bondone (1267-1337) e o holandês Jan Van Eyck (1390-1441).


Vitral da Catedral de Notre Dame em Paris,
Nossa Senhora com o Menino Jesus

 Dêem um rápido passeio na Catedral de Notre-Dame, que infelizmente no dia 15/04/2019, foi vítima de um incêndio, do qual interditou visitações.


ATIVIDADE (Quizz sobre Arte Gótica)


Pessoal, após a leitura do texto, responder o questionário abaixo (mandem as respostas, via whats, messenger, email - rafaelribeironunes@prof.educacao.sp.gov.br ,
sinal de fumaça, Chico Xavier, mas, NÃO ESQUEÇAM !! Até dia 03/07 !
E quem ainda não entregou as demais atividades, bora fazer, senão eu pego vocês na saída! Hahaha !!!
PRESTEM ATENÇÃO, e-mail pra entregas mudou !
 
1.     
1. É correto afirmar que a Arte Gótica foi:
a)
uma expressão artística da Baixa Idade Média (século XII) que perdurou até o Renascimento.
b) uma expressão artística da Idade Média (século XI) que perdurou até o Renascimento.
c) uma expressão artística da Baixa Idade Média (século XII) que perdurou até o final do século XX.
d) uma expressão artística da Era da Fé (século XII) que perdurou apenas pelos dogmas que iriam contra ao Cristianismo

2. Arte Gótica, também pode ser denominada:
a) Arte do Rococó
b) Arte das Catedrais
c) Arte da Punição
d) Arte dos Mosteiros

3.____________________________________, essa basílica é considerada a primeira edificação com características da arte gótica, como sua fachada com três portais que levam às três naves dentro da igreja. Construida entre _________ e __________.

4. Quais cidades, a Arte Gotica, também se expandiu, após a solidificação das monarquias?

5. De onde vem o termo gótico?

6. Os recursos para obras tão magníficas eram obtidos mediante a contribuições dos fiéis, principalmente daqueles que compunham a burguesia em ascensão. Portanto na Arte Gótica, as catedrais:
a) exaltam o poder político exercido na época;
b) exaltam a beleza do ideal divino, por meio de uma harmonia permeada pela religiosidade;
c) exaltam a beleza do ideal humano, por meio de uma harmonia permeada pela crenças mitológicas;
d) exaltam a austera  beleza do ideal divino, por meio da busca incessante por uma resposta a suas penitencias.

7. Considerada a principal expressão da arte gótica:
a) Escultura
b) Liturgias
c) Dramaturgia
d) Arquitetura

8. Quais os principais elementos da arquitetura Gótica?

9. A ideia de verticalidade nas construções góticas, esta associada a __________________________________________________________________.

10. Como podemos descrever  dentro do período Gótico, as esculturas?


E por hoje é só pessoal !
Bjo pro'cês e inté breve!
[rafa.]                   


 


 






terça-feira, 16 de junho de 2020

[3B - Aula 4 - Teatro Brasileiro]

...e ae pessoas, vamos entrar num assunto do qual, tenho muita afinidade...O teatro brasileiro...A partir daqui vamos ver algumas coisinhas interessantes, preparem-se!



O TEATRO BRASILEIRO

O teatro brasileiro surgiu quando Portugal começou a fazer do Brasil sua colônia (Século XVI). Os Jesuítas, com o intuito de catequizar os índios, trouxeram não só a nova religião católica, mas também uma cultura diferente, em que se incluía a literatura e o teatro. Aliada aos rituais festivos e danças indígenas, a primeira forma de teatro que os brasileiros conheceram foi a dos portugueses, que tinha um caráter pedagógico baseado na Bíblia. Nessa época, o maior responsável pelo ensinamento do teatro, bem como pela autoria das peças, foi Padre Anchieta.
O teatro realmente nacional só veio se estabilizar em meados do século XIX, quando o Romantismo teve seu início. Martins Pena foi um dos responsáveis pôr isso, através de suas comédias de costumes. Outros nomes de destaque da época foram: o dramaturgo Artur Azevedo, o ator e empresário teatral João Caetano e, na literatura, o escritor Machado de Assis.
1.1 Teatro dos Jesuítas (séc. XVI)
Nos primeiros anos da colonização, os padres da chamada Companhia de Jesus (Jesuítas), que vieram para o Brasil, tinham como principal objetivo a catequese dos índios. Eles encontraram nas tribos brasileiras uma inclinação natural para a música, a dança e a oratória. Ou seja: tendências positivas para o desenvolvimento do teatro, que passou a ser usado como instrumento de "civilização" e de educação religiosa, além de diversão. O teatro, pelo "fascínio" da imagem representativa, era muito mais eficaz do que um sermão, pôr exemplo.
As primeiras peças foram, então, escritas pelos Jesuítas, que se utilizavam de elementos da cultura indígena (a começar pelo caráter de "sagrado" que o índio já tinha absorvido em sua cultura), até porque era preciso "tocar" o índio, falando de coisas que ele conhecia. Misturados a esses elementos, estavam os dogmas da Igreja Católica, para que o objetivo da Companhia - a catequese - não se perdesse.
As peças eram escritas em tupi, português ou espanhol (isso se deu até 1584, quando então "chegou" o latim). Nelas, os personagens eram santos, demônios, imperadores e, pôr vezes, representavam apenas simbolismos, como o Amor ou o Temor a Deus. Com a catequese, o teatro acabou se tornando matéria obrigatória para os estudantes da área de Humanas, nos colégios da Companhia de Jesus. No entanto, os personagens femininos eram proibidos (com exceção das Santas), para se evitar uma certa "empolgação" nos jovens.
Os atores, nessa época, eram os índios domesticados, os futuros padres, os brancos e os mamelucos. Todos amadores, que atuavam de improviso nas peças apresentadas nas Igrejas, nas praças e nos colégios. No que diz respeito aos autores, o nome de mais destaque da época é o de Padre Anchieta . É dele a autoria de Auto de Pregação Universal, escrito entre 1567 e 1570, e representado em diversos locais do Brasil, pôr vários anos. 
Outro auto de Anchieta é Na festa de São Loureço, também conhecido como Mistério de Jesus. Os autos sacramentais, que continham caráter dramático, eram preferidos às comédias e tragédias, porque eram neles que estavam impregnadas as características da catequese. Eles tinham sempre um fundo religioso, moral e didático, e eram repletos de personagens alegóricos.
Além dos autos, outros "estilos teatrais" introduzidos pelos Jesuítas foram o presépio, que passou a ser incorporado nas festas folclóricas, e os pastoris.
1.2 Declínio do Teatro Jesuíta (Séc. XVII)
No século XVII, as representações de peças escritas pelos Jesuítas - pelo menos aquelas com a clara finalidade de catequese- começaram a ficar cada vez mais escassas. Este período, em que a obra missionária já estava praticamente consolidada, é inclusive chamado de Declínio do Teatro dos Jesuítas. No entanto, outros tipos de atividades teatrais também eram escassos, pôr conta deste século constituir um tempo de crise. As encenações existiam, fossem elas prejudicadas ou inspiradas pelas lutas da época (como pôr exemplo, as lutas contra os holandeses). Mas dependiam de ocasiões como festas religiosas ou cívicas para que fossem realizadas.
Manuel Botelho de Oliveira
Das peças encenadas na época, podemos destacar as comédias apresentadas nos eventos de aclamação a D. João IV, em 1641, e as encenações promovidas pelos franciscanos do Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro, com a finalidade de distrair a comunidade. Também se realizaram representações teatrais pôr conta das festas de instalação da província franciscana da Imaculada Conceição, em 1678, no Rio.
O que podemos notar neste século é a repercussão do teatro espanhol em nosso país, e a existência de um nome - ligado ao teatro - de destaque: Manuel Botelho de Oliveira (Bahia, 1636-1711). Ele foi o primeiro poeta brasileiro a ter suas obras publicadas, tendo escrito duas comédias em espanhol (Hay amigo para amigo e Amor, Engaños y Celos).
1.3 O Teatro e o Brasil do Século XVIII  

Foi somente na segunda metade do século XVIII que as peças teatrais passaram a ser apresentadas com uma certa frequência. Palcos (tablados) montados em praças públicas eram os locais das representações. Assim como as igrejas e, pôr vezes, o palácio de um ou outro governante. Nessa época, era forte a característica educacional do teatro. E uma atividade tão instrutiva acabou pôr merecer ser presenteada com locais fixos para as peças: as chamadas Casas da Ópera ou Casas da Comédia, que começaram a se espalhar pelo país.
A Intriga - James Ensor - 1890
Em seguida à fixação dos locais "de teatro", e em consequência disso, surgiram as primeiras companhias teatrais. Os atores eram contratados para fazer um determinado número de apresentações nas Casas da Ópera, durante todo o ano, ou apenas pôr alguns meses. Sendo assim, com os locais e elencos fixos, a atividade teatral do século XVIII começou a ser mais contínua o que em épocas anteriores. No século XVIII e início do XIX, os atores eram pessoas das classes mais baixas, em sua maioria mulatos. Havia um preconceito contra a atividade, chegando inclusive a ser proibida a participação de mulheres nos elencos. Dessa forma, eram os próprios homens que representavam os papéis femininos, passando a ser chamados de "travestis". Mesmo quando a presença de atrizes já havia sido "liberada", a má fama da classe de artistas, bem como a reclusão das mulheres na sociedade da época, as afastava dos palcos.
Molière
Quanto ao repertório, destaca-se a grande influência estrangeira no teatro brasileiro dessa época. Dentre nomes mais citados estavam os de Molière, Voltaire, Maffei, Goldoni e Metastásio. Apesar da maior influência estrangeira, alguns nomes nacionais também merecem ser lembrados. São eles: Luís Alves Pinto, que escreveu a comédia em verso Amor Mal Correspondido, Alexandre de Gusmão, que traduziu a comédia francesa O Marido Confundido, Cláudio Manuel da Costa, que escreveu O Parnaso Obsequioso e outros poemas representados em todo o país, e Inácio José de Alvarenga Peixoto, autor do drama Enéias no Lácio.
1.4. Século XIX Transição para o Teatro Nacional
A vinda da família real para o Brasil, em 1808, trouxe uma série de melhorias para o Brasil. Uma delas foi direcionada ao teatro. D. João VI, no decreto de 28 de maio de 1810, reconhecia a necessidade da construção de "teatros decentes".
Na verdade, o decreto representou um estímulo para a inauguração de vários teatros. As companhias teatrais, pôr vezes de canto e/ou dança (bailado), passaram a tomar conta dos teatros, trazendo com elas um público cada vez maior. A primeira delas, realmente brasileira, estreou em 1833, em Niterói, dirigida pôr João Caetano, com o drama O Príncipe Amante da Liberdade ou A Independência da Escócia. Uma consequência da estabilidade que iam ganhando as companhias dramáticas foi o crescimento, paralelo, do amadorismo.
Theatro João Caetano - Rio de Janeiro
A agitação que antecipou a Independência do Brasil foi refletida no teatro. As plateias eram muito agressivas, aproveitavam as encenações para promover manifestações, com direito a gritos que exaltavam a República. No entanto, toda esta "bagunça" representou uma preparação do espírito das pessoas, e também do teatro, para a existência de uma nação livre. Eram os primórdios da fundação do teatro - e de uma vida - realmente nacional. Até porque, em consequência do nacionalismo exacerbado do público, os atores estrangeiros começaram a ser substituídos pôr nacionais.
João Caetano


Ao contrário desse quadro, o respeito tomava conta do público quando D.Pedro estava presente no teatro ( fato que acontecia em épocas e lugares que viviam condições "normais", isto é, onde e quando não havia este tipo de manifestação). Nestas ocasiões, era mais interessante se admirar os espectadores - principalmente as senhoras ricamente vestidas - do que os atores. Além do luxo, podia se notar o preconceito contra os negros, que não compareciam aos teatros. Já os atores eram quase todos mulatos, mas cobriam os rostos com maquiagem branca e vermelha.
  





1.5 Época Romantica (Séc. XIX) 

Joaquim Manuel de Macedo
Desde a Independência, em 1822, um exacerbado sentimento nacionalista tomou conta das nossas manifestações culturais. Este espírito nacionalista também atingiu o teatro. No entanto, a literatura dramática brasileira ainda era incipiente e dependia de iniciativas isoladas. Muitas peças, a partir de 1838, foram influenciadas pelo Romantismo, movimento literário em voga na época. O romancista Joaquim Manuel de Macedo destacou alguns mitos do nascente sentimento de nacionalidade da época: o mito da grandeza territorial do Brasil, da opulência da natureza do país, da igualdade de todos os brasileiros, da hospitalidade do povo, entre outros. Estes mitos nortearam, em grande parte, os artistas românticos desse período.

A tragédia Antônio José ou O poeta e a inquisição escrita pôr Gonçalves de Magalhães (1811-1882) e levada à cena pôr João Caetano (1808-1863), a 13 de março de 1838, no teatro Constitucional Fluminense, foi o primeiro passo para a implantação de um teatro considerado brasileiro.
Martins Pena

No mesmo ano, a 4 de outubro, foi representada pela primeira vez a comédia O juiz de paz da roça, de Martins Pena (1815-1848), também no teatro Constitucional Fluminense pela mesma companhia de João Caetano. A peça foi o pontapé inicial para a consolidação da comédia de costumes como gênero preferido do público. As peças de Martins Pena estavam integradas ao Romantismo, portanto, eram bem recebidas pelo público, cansado do formalismo clássico anterior. O autor é considerado o verdadeiro fundador do teatro nacional, pela quantidade - em quase dez anos, escreveu 28 peças - e qualidade de sua produção. Sua obra, pela grande popularidade que atingiu, foi muito importante para a consolidação do teatro no Brasil.

ATIVIDADE:

Olá pessoas!
Nesta introdução sobre o teatro chegando ao Brasil, teremos apenas uma atividade.

1. Entregar pesquisa escrita sobre vida e obra (teatral) de Martins Pena.
- Quais suas obras? Suas representações, contextos?

Entrega para 26/06

Semana quem vem tem a parte II do teatro no Brasil ! ;)
...e por hoje é só!
Bjo pro'cês....
[rafa.]

Fontes:
EmCena e Uniso