terça-feira, 16 de junho de 2020

[2A - Aula 4 - Modernismo e Brasil]

...e ai minhas preciosidades, tudo bem com vocês?

Bora, "mudernizar" um pouco...hoje nossa aula segue com uma breve explanação sobre o Modernismo que se estivou para o Brasil e originou, pela primeira vez, caracteres particulares sobre uma arte brasileira, com base em quem e o que somos !

ARTE MODERNA NO BRASIL

A estudante russa (1915), de Anita Malfatti.
Uma das primeiras pinturas modernistas no Brasil


No Brasil, o movimento modernista surgiu posteriormente às vanguardas europeias. Aqui, o período decisivo para sua consolidação foi a década de 20, com a Semana de Arte Moderna. Entretanto, já havia artistas realizando obras com características modernas alguns anos antes.

HISTÓRICO


O que o país vivia no início do século XX era de crescimento, progresso, industrialização e a chegada de muitos imigrantes, que vinham de diversas partes do mundo para reconstruir a massa trabalhadora depois da abolição da escravatura.

Era um momento de fortalecimento do capitalismo e portanto os conflitos sociais também se acirravam. Houve, por exemplo, greves de imigrantes operários organizados por movimentos anarquistas em busca de melhores condições de vida.

Assim, começa a surgir a necessidade de um novo tipo de arte que transmita os anseios vigentes e as esperanças no futuro.

Bananal (1927), de Lasar Segall

Paralelamente a isso, já ocorria na Europa uma busca pela experimentação e ruptura das tradições. Então, alguns artistas brasileiros entraram em contato com essa agitação em terras estrangeiras e trouxeram um frescor artístico e o empenho em implementar uma arte nova por aqui, com inspiração nas vanguardas europeias.

Nomes essenciais nesse momento foram Lasar Segall (1891-1957) e Anita Malfatti (196-1964), que podem ser considerados os precursores da arte moderna no país, realizando exposições ainda nos anos 10.

Importante dizer que a arte de Anita foi duramente criticada e mal compreendida por boa parte da intelectualidade brasileira, sobretudo por Monteiro Lobato. Já Lasar Segall, por ser de origem estrangeira (Lituânia), não sofreu grandes críticas.

SEMANA DE ARTE MODERNA

 Com toda essa movimentação, outros artistas também estavam explorando novos rumos na arte e na literatura.

Assim, eles decidem organizar uma espécie de "festival", onde apresentam suas mais novas produções. Dessa forma nasce a "Semana de Arte Moderna", ou "Semana de 22", como também ficou conhecida.

Caderno de apresentação da Semana de Arte Moderna de 1922

O evento fez parte das comemorações dos cem anos de independência do Brasil, em 1922, e foi realizado no Theatro Municipal de São Paulo, de 13 a 18 de fevereiro desse mesmo ano.

A intenção dos artistas era trazer novidades e desafiar os padrões vigentes da arte, ainda muito conservadora e atrelada aos valores do século XIX.

Os Modernistas - registro de 1922

Essa foi uma mostra que exibiu aproximadamente 100 obras de arte e contou com apresentações literárias e musicais. A ideia da Semana, na realidade, foi inspirada pelo evento francês Semaine de Fêtes de Deauville e contou com o apoio de Paulo Prado, um mecenas que conseguiu suporte financeiro com barões do café.

 



PRINCIPAIS REPRESENTANTES DA ARTE MODERNA NO BRASIL:

Foram vários os artistas que contribuíram para para a consolidação da arte moderna no Brasil, tanto nas artes plásticas quanto na literatura. Além dos pintores Anita Malfatti e Lasar Segall, que já estavam à frente nesse tipo de arte, tivemos:



Di Cavalcanti (1897-1976) - pintor, ilustrador, escritor e gravurista. Foi uma figura essencial para a realização da Semana de 22, considerado o grande idealizador.
Vicente do Rego Monteiro
(1899-1970) - O pintor é um dos primeiros a explorar a estética cubista com temas característicos do Brasil, como mitos indígenas.
Victor Brecheret
(1894-1955) - um dos maiores nomes da escultura no Brasil. Teve influência de Auguste Rodin e suas obras tinham elementos expressionistas e cubistas.

Tarsila do Amaral (1886-1973) - pintora e desenhista. Não participou da Semana de Arte Moderna porque estava na França participando de uma exposição. Entretanto, teve papel fundamental no movimento modernista denominado Antropofagia.
Manuel Bandeira
(1886-1968) - escritor, professor e crítico de arte. Sua produção literária trazia inovações na forma de se expressar e à principio questionava os poetas parnasianos. O poema Os sapos foi declamado na Semana de Arte Moderna.
Mario de Andrade
(1893-1945) - escritor marcante da primeira geração de modernistas no Brasil. Sua produção valorizava a identidade e cultura nacional.


Oswald de Andrade (1890-1954) - escritor e dramaturgo. Uma das figuras centrais no modernismo literário, com um estilo irreverente e ácido, revisitando as origens do Brasil de forma questionadora.
Graça Aranha
(1868-1931) - escritor e diplomata. Ajuda a fundar a Academia Brasileira de Letras e tem papel fundamental na Semana de Arte Moderna.

Menotti Del Picchia (1892-1988) - escritor, jornalista e advogado. Em 1917 publica o romance Juca Mulato, sua obra prima, considerada pré-modernista. Participa em 1922 da Semana de Arte Moderna, coordenando a segunda noite do evento.


Villa Lobos (1887-1959) - compositor e maestro. Um dos maiores músicos brasileiros, com grande reconhecimento internacional também. Sua estreia foi na Semana de Arte Moderna, onde sua obra não foi compreendida pelo público.
Guiomar Novaes
(1895-1979) - pianista. Também participou da Semana de 22 e foi rechaçada na época. Entretanto construiu forte carreira no exterior e foi uma grande propagadora da música de Villa Lobos.

 ATIVIDADE:

Bem, depois de falarmos um pouco de Arte Moderna, se achegar no Brasil sobre assunto, deixamos claro que, por este movimento artístico, despertou a necessidade de uma arte característica de nosso país, mesmo que com grande representatividade no que acontecia na Europa, o foco agora era despertar e transportar algo, que aproximasse as nossa ideias, origens, desejos, sentimentos, no fazer arte.

Em 1928, Oswald de Andrade, começa algo que leva o nome de "Movimento Antropofágico", juntamente com a Revista da Antropofagia, lança o "Manifesto Antropofágico" . Vocês já ouviram falar? Enfim...

Nossa atividade vai se basear neste fato!

Deem uma pesquisada sobre o assunto, montem um trabalho escrito, sobre o que vocês entenderam sobre este Movimento Antropofágico, que tinha como intuito, assinalar um importante passo na identidade cultural de nosso país!

 

 ENTREGA PARA DIA 26/06/2020

Assim que terminarem, entregar por e-mail:

moderninho@gmail.com

ou no Whatsapp, no partiular o registro fotográfico.


E por hoje é só pessoal !
Bjo pro'cês e inté breve!                       [rafa.]


terça-feira, 9 de junho de 2020

[9 Ano B - Aula 2 - Dança Contemporanea - Pina Bausch]

Oi pessoas ! Bem ? Espero que sim!
Vamos encerrar nosso papo sobre dança hoje, portanto, trago a vocês uma pessoa em especial, que dentro deste assunto, tenho completa paixão!
Já ouviram falar de Pina Bausch?
Então bora lá!

>>>>>>>>>>>>>>>>>  DANÇA CONTEMPORÂNEA

Pina Bausch...
Vamos assistir dois vídeos bem bacaninhas, um fala rapidamente sobre ela e o outro é um mix do trabalho da mesma enquanto coreografa!


Após conhecermos um pouquinho sobre ela, vamos ver alguns trechos de seus trabalhos!

Mix de trabalhos coreografados por Pina Bausch


 VOLLMOND (LUNA LLENA) - Fragmento de uma peça de Pina Bausch

ATIVIDADE:

1. Pesquisa biográfica sobre Pina Bausch.
Pesquisar sobre vida e obra da artista. 
(Trabalho pode ser manuscrito, enviando foto deste registro, ou, digitado, pelo qual pode ser encaminhado via e-mail ou whatsapp)
DATA DA ENTREGA: 19/06/2020

[1 A/B/D - Aula 4 - Arte Românica]

...vamos continuar nossa conversa, afinal, arte, tem muito o que falar!
Hoje, daremos continuidade a Era Medieval, o que chamamos de Idade da Fé também...

Tópico de pesquisa: ARTE NA ANTIGUIDADE 

A idade da fé durou cerca de mil anos, caracterizando uma nova ordem na linguagem cultural. Trazendo com protagonismo o imenso poder econômico, político e cultural da Igreja e seus fundamentos, marca a vida dos povos da Idade Média. Várias escolas, movimentos e estilos artísticos aconteceram neste longo período:  a Arte Bizantina, a Arte Românica e a Arte Gótica, são os principais.

ARTE ROMÂNICA
(Séc. XI e XII)

A Arte Românica faz referência a um estilo que surgiu durante a Idade Média, mais precisamente na Alta Idade Média (entre os séculos XI e XII).
O termo românico para indicar a arte surgida durante a Alta Idade Média na Europa Ocidental foi empregada, pela primeira vez em 1824, pelo arqueólogo francês De Caumont, e logo imediatamente adotada. A palavra pretendia exprimir de maneira sintética dois conceitos: a semelhança entre o processo de formação das línguas “romanço” (espanhol, francês, italiano, entre outros) construídas pela mistura do latim vulgar aos idiomas dos invasores germânicos e o das artes figurativas, realizadas, nos mesmos países e mais ou menos ao mesmo tempo, através da ligação de tudo que restava da grande tradição artística romana com as técnicas e tendências bárbaras e, segundo o conceito, a suposta aspiração desta nova arte de se ligar à da Antiga Roma.
O estilo românico destacou-se na arquitetura, pintura e escultura. Embora tenha tido maior relevância na arquitetura das construções religiosas.

Igreja Notre-Dame la Grande de Poitiers, França

 ARQUITETURA

Com a instituição da fé católica romana, uma onda de construção de igrejas varreu a Europa feudal de 1050 a 1200. Os construtores tomaram elementos da arquitetura romana, como colunas e arcos redondos. No entanto, como os prédios romanos tinham tetos de madeira, fáceis de incendiarem, os artesãos medievais passaram a fazer os tetos das igrejas com abóbadas de pedra. Abóbadas essas que podiam ser cilíndricas ou com arestas apoiadas em pilastras o que resultava em grandes espaços, livres de colunas e obstáculos.

Basilica de Santo de Antonio de Pádua – Pádua, Itália.

Nesse período a peregrinação estava muito em moda e a arquitetura das igrejas era adequada para receber as multidões de visitantes. A sua planta cruciforme, com longa nave atravessada por um transepto mais curto, simbolizando o corpo de Cristo crucificado. As arcadas permitiam aos peregrinos andar pelos corredores sem atrapalhar os serviços religiosos na nave central. O “chevet” travesseiro em francês é a parte atrás do altar, capelas semicirculares onde se guardam os relicários.
O exterior das igrejas românicas é bastante despojado, exceto pelos relevos esculturais em volta do portal principal.
As características mais significativas da arquitetura românica são:
  • abóbadas em substituição ao telhado das basílicas;
  • pilares maciços e paredes espessas;
  • aberturas raras e estreitas usadas como janelas;
  • torres que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada;
  • arcos em 180 graus.
A primeira coisa que chama a atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. Elas são sempre grandes e sólidas. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. A explicação mais aceita para as formas volumosas, estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das ideias desenvolvidas nos centros urbanos, é um estilo essencialmente clerical. A arte desse período passa, assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade.
Na Itália, diferente do resto da Europa, as construções não apresentam formas pesadas, duras e primitivas.

Abadia de Saint Etienne – Nevers, França. 

 PINTURA

Pantocrator – Imagem medieval de Cristo
Igreja de São Miguel, Hildesheim, Alemanha
Na Idade Média, as várias atividades artísticas não eram consideradas independentes entre si. Pelo contrário, elas contribuíam para as realizações e decorações daquele que era a obra fundamental, a grande igreja com que a comunidade exaltava o verdadeiro Criador.
Numa época em que poucas pessoas sabiam ler, a Igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores religiosos aos fiéis. Não podemos estudá-las desassociadas da arquitetura.
Embora muitos edifícios fossem construídos aproveitando as propriedades decorativas da pedra ou dos tijolos, a decoração colorida, obtida com os afrescos ou então, com os mosaicos, era uma decoração que procurava efeitos impressivos, que amava as cores vivas e os desenhos fortemente caracterizados. Tais ornamentações, profusas sobre as paredes das igrejas, revestiam, por vezes, outras partes do edifício.
Por isso, a pintura românica desenvolveu-se sobretudo nas grandes decorações murais, através da técnica do afresco, que originalmente era uma técnica de pintar sobre a parede úmida.
Os motivos usados pelos pintores eram de natureza religiosa. As características essenciais da pintura românica foram a deformação e o colorismo. A deformação, na verdade, traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam da realidade.
Frontal de São Quirino e Santa Julia
Museu de Arte da Catalunha, Barcelona.
A figura de Cristo, por exemplo, é sempre maior do que as outras que o cercam. O colorismo realizou-se no emprego de cores chapadas, sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra, pois não havia a menor intenção de imitar a natureza.
A técnica da decoração com mosaico, isto é, pequeninas pedras, de vários formatos e cores, que colocadas lado a lado vão formando o desenho, conheceu seu auge na época do românico. Usado desde a Antiguidade, é originária do Oriente onde a técnica bizantina utilizava o azul e dourado, para representar o próprio céu.


ESCULTURA 

A escultura românica, embora sempre de uma imaginação excepcional, está ao serviço da arquitetura.
A escultura surge, principalmente, para decorar os elementos principais dos edifícios. Decoração essa, que já não é entendida como fim em si mesma, mas sim com o objetivo didático, para instruir os que a veem.

Catedral de São Tiago de Compostela,Espanha

Por exemplo, na porta das igrejas a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano, nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta.
As esculturas eram imitação de formas rudes, curtas ou alongadas, ausência de movimentos naturais.
 
 
Tímpano da porta principal da Catedral de São Tiago de Compostela, Espanha.

 ILUMINURAS

Com quantidade grande de saqueadores devastando as cidades do antigo império Romano, os monastérios eram tudo que restavam entre a Europa Ocidental e o caos. Monges e freiras copiavam manuscritos, mantendo vivas a arte da ilustração em particular e a civilização ocidental em geral.
Iluminura sobre pergaminho
Ano de 1200
Biblioteca da Catedral de Esztergon


Nessa época, os rolos de papiro usados no Egito e Roma foram substituídos pelos códices de pergaminho de pele de boi ou de carneiro, feitos de páginas separadas unidas por uma das extremidades. Os manuscritos eram considerados objetos sagrados que continham a palavra de Deus e tinham desenhos inseridos nos escritos, sempre de grande beleza, da qual originou o nome de Iluminuras, ou seja, iluminavam os textos.
Eram profusamente decorados, de maneira que sua beleza exterior refletisse a sacralização do conteúdo. Tinham capas de ouro cravejadas com pedras preciosas e semipreciosas. Até o desenvolvimento da tipografia, no século XV, esses manuscritos eram a única forma existente de livros, preservando não somente os ensinamentos religiosos, mas também a literatura clássica.


ATIVIDADES

Olá pessoas, a atividade de hoje, é simples! 
Consiste em criar (em folha sulfite - A4 -, ou no caderno de desenho), a representação em iluminura da primeira letra de seu nome!

Logo abaixo, vou dispor de uma imagem com todas as letras do
alfabeto, como exemplo dos quais podem seguir!

Lembrem-se de usar a folha toda!
DATA DE ENTREGA: 19/06/2020
 


DIVIRTAM-SE !!

Por hoje é só;
bjo pro'cês...
[rafa.]